Procurador boliviano com visto cancelado acusa gestão Trump de ingerência
Juiz boliviano que teve visto cancelado acusa governo Trump de ingerência
"Cooperação sim, ingerência não." Assim respondeu o procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, ao fazer um pronunciamento ao país sobre a decisão do governo americano de cancelar seu visto de entrada nos EUA, junto com o de outros juízes, altos funcionários e empresários bolivianos, colombianos, equatorianos e peruanos.
Mariaca é, talvez, o nome mais importante da lista, porque é a máxima autoridade judicial boliviana que está liderando as investigações sobre o estrategista digital Fernando Cerimedo, até pouco tempo atrás um dos principais assessores do presidente Rodrigo Paz — com vínculos na Argentina de Javier Milei, no Chile de José Antonio Kast, e no Peru de Keiko Fujimori, entre outros países da região.
Cerimedo, que tem uma rede de contatos que chega até Washington, está detido no presídio de segurança máxima de Chonchocoro, em La Paz, acusado de tentativa de assassinato, lavagem de dinheiro e vínculos com o narcotráfico, entre outros delitos graves.
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