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Esquecemos a COVID. Mas o inverno não se esqueceu de nós!

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03.10.2026

Ninguém quer voltar às máscaras obrigatórias, aos confinamentos, às filas para testes ou aos dias em que aprendemos a contar internamentos e ventiladores. Ainda bem. Uma sociedade não pode viver permanentemente em estado de emergência.

Mas entre viver em emergência e esquecer tudo o que aprendemos existe um enorme espaço chamado saúde pública.

A pandemia acabou. Os vírus respiratórios não

A COVID-19 deixou de ocupar telejornais e conversas quotidianas. Também a resposta de saúde pública mudou, como seria desejável. Na campanha outono-inverno 2026/27, a Direção-Geral da Saúde passou a dirigir a vacinação sazonal contra a COVID-19 sobretudo às populações com maior risco, elevando dos 60 para os 70 anos o limiar etário geral, mantendo a recomendação para outros grupos de risco.

Adaptar não significa esquecer

O SARS-CoV-2 continua a circular. A gripe regressa todos os anos. O vírus sincicial respiratório continua a provocar doença, particularmente nos extremos da vida e nas pessoas vulneráveis.

O inverno respiratório não é apenas uma sucessão de vírus. É também o encontro entre esses vírus, pessoas vulneráveis, espaços fechados e um sistema de saúde cuja capacidade não é infinita.

“Deitámos fora o medo”. E também algumas coisas úteis

Durante a pandemia aprendemos comportamentos simples: etiqueta respiratória, higiene das mãos, ventilação, proteção dos mais vulneráveis e redução de contactos quando estamos........

© Observador