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A armadilha do populismo fiscal e como ela chega à sua carteira

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24.09.2026

Todo ano eleitoral no Brasil traz a mesma tentação, e ela não tem cor partidária. Governos de qualquer lado descobrem, perto das urnas, que gastar mais rende votos. O nome disso é populismo fiscal, ou seja, o uso do dinheiro público para agradar o eleitor no curto prazo. A boa notícia é que esse padrão se repete o suficiente para ser estudado. A má notícia é que a conta costuma chegar pela porta dos fundos: o câmbio.

Antes de tudo, é preciso tirar a política da análise. Gastar mais em ano de eleição não é defeito de um partido só. Quanto maior a disputa, maior a tentação de gastar, seja qual for o governo. O que muda de uma eleição para outra é o tamanho e a criatividade das medidas. Em 2026, ambos parecem estar em alta.

Os números mostram a dimensão do movimento. A gestora ARX Investimentos calcula que os estímulos à economia cheguem a cerca de R$ 742 bilhões neste ano, o equivalente a 5,4% de tudo o que o país produz, com alta de 139% em relação a 2025. Um levantamento citado pela CNN reúne pelo menos R$ 256,9 bilhões em programas sociais, novas linhas de crédito e medidas emergenciais criadas ou ampliadas no ano da eleição. Os valores variam........

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