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Real Madrid vem a Lisboa buscar Mourinho!

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31.01.2026

Virá desde logo porque José Mourinho é, muito provavelmente, um dos dois ou três nomes que pairam na cabeça de Florentino Pérez. É público o respeito, a admiração e até o desejo antigo do presidente do Real Madrid em voltar a ver Mourinho a liderar os blancos. Depois do jogo da última quarta-feira para a Liga dos Campeões, essa ideia ganhou, inevitavelmente, ainda mais força.

Mourinho e o Benfica venceram o Real Madrid por 4-2, com todas as estrelas espanholas em campo. Mais do que o resultado, foi a forma. Tão clara que Kylian Mbappé admitiu que, ao intervalo, o Real podia estar a perder por 5-1 sem que isso surpreendesse alguém, tal foi a superioridade encarnada. Foi uma lição tática de Mourinho, daquelas que dispensam grandes floreados teóricos para serem compreendidas. Estava à vista de tudo e todos.

A imprensa espanhola foi inequívoca. A Marca escreveu que Mourinho «tirou as cores ao Real Madrid», sublinhando um Benfica dominante que desmontou o plano e afastou os blancos. Na Catalunha, como é habitual, o tom foi ainda mais corrosivo. O Sport falou em «o mestre ridiculariza o aspirante», enquanto o Mundo Deportivo destacou que não foi um simples tropeção, mas «um desastre completo».

Mas esse jogo não se explica apenas pelo banho tático. Explica-se também pela atitude. O último lance da partida diz tudo: Mourinho arriscou sofrer o empate para tentar fazer o 4-2 que garantia a qualificação. Arriscou. Podia ter morrido ali. Preferiu morrer de pé e venceu. No final, falou de emoção, de risco, de futebol vivido até ao último segundo. Falou como alguém que já ganhou e perdeu tudo, mas que continua a sentir o jogo como poucos.

Foi uma noite extraordinária para o Benfica. Antes da quinta jornada tinha zero pontos e ainda faltava jogar com Nápoles, Real Madrid e Juventus. Qualificou-se. Mourinho acreditou quando muitos não acreditavam. E foi também uma grande noite para o futebol português, com Benfica e Sporting a seguirem na Champions e Portugal a ultrapassar a Holanda no ranking da UEFA, graças também aos brilhantes desempenhos do FC Porto e do SC Braga.

Regressando ao Real Madrid, Álvaro Arbeloa está a prazo. Gosto do espanhol e acredito que pode vir a ser um bom treinador, mas o Real Madrid não é lugar para aprendizagem, precisa de mais para «consumo interno» e para «consumo externo». O clube despediu recentemente Xabi Alonso, cuja tentativa de implementar uma identidade nova acabou por colidir frontalmente com a história e a........

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