Pensar pequeno: a maior oportunidade do turismo português
A dimensão tornou-se parte do produto
Quase todos os projetos turísticos herdam uma pergunta que raramente questionam: quantos quartos são precisos para isto ser viável? Vem de um tempo em que a rentabilidade se media pela escala e um hotel pequeno era, quase por definição, um hotel frágil.
Talvez seja altura de a inverter: que projeto é preciso para que poucos quartos sejam suficientes?
Parece uma diferença de palavras, mas muda tudo. A primeira pergunta parte da capacidade e justifica-se com volume. A segunda parte da singularidade e justifica-se com valor. Uma casa de seis quartos não compete com um hotel de cem, porque não vende a mesma coisa. Vende algo que só existe ali e que, por isso, não tem comparação direta.
A intimidade, por si só, vale pouco
O verdadeiro obstáculo raramente é o edifício. São as crenças antigas: que só o grande é sério, que o investimento se mede em camas, que o financiamento só reconhece o que já conhece. Com rigor e sem romantismo, a conta é exigente, porque menos quartos........
