O novo episódio de Succession: a conta da mídia legada
“The Munsters” foi o título satírico escolhido pelo diretor Mark Mylod para o episódio de estreia da quarta temporada de Succession. A referência à icônica sitcom dos anos 1960, Os Monstros, antecipava o tom do que viria pela frente, em uma espécie de prenúncio da guerra corporativa e da destruição emocional que levariam os Roys ao desfecho da série.
Naquele momento, Kendall, Shiv e Roman tentavam construir a própria saída da sombra do patriarca Logan. O plano era criar uma nova empresa de mídia, o The Hundred, apresentada aos investidores com o slogan provisório “Saiba tudo. Sem limites”.
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Ou, nas palavras de Kendall, uma combinação entre “Substack, MasterClass, The Economist e The New Yorker.”
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Os Novos Roys apresentavam conceitos amplos, misturavam referências de negócios vencedores e evitavam explicar qual seria exatamente o produto. A tentativa de convencer investidores expunha aquilo que o portal Slash Film definiu na época: falavam como os empresários nebulosos que eram em sua essência.
A inconsistência do projeto ficou evidente rapidamente. Os irmãos abandonaram o The Hundred e partiram para a compra do conglomerado de mídia Pierce (PGM) por US$ 10 bilhões. Entraram em uma disputa de lances inflacionada pelo desejo de vencer Logan, apostando em uma empresa tradicional de televisão e jornalismo impresso decadente em um momento de transformação do setor.
O novo desdobramento da fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery me faz revisitar a aclamada série da HBO.
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Na primeira parte publicada no fim do ano passado, quando a Netflix ainda completava o triângulo da disputa pela Warner, mostrei como David Ellison surgia quase como um Kendall Roy da vida real. Um herdeiro tentando provar que poderia reconstruir um império tradicional de mídia para uma nova era.
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Agora, o CEO da Paramount e herdeiro de Larry Ellison — bilionário cofundador da gigante de tecnologia Oracle — tem caminho livre para convencer o mercado de que uma companhia construída sobre estúdios, televisão e catálogo pode incorporar características das empresas digitais, aproximando entretenimento, tecnologia e novos hábitos de consumo.
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Leia mais: A saída da Netflix abre espaço para a Paramount redesenhar o mapa dos direitos esportivos
Essa visão aparece nas estratégias reveladas pelo Business Insider para o Paramount , que incluem uma versão gratuita, microdramas, novos formatos de publicidade interativa, uma área de comentários inspirada no TikTok e o uso de inteligência artificial na edição de vídeos.
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A tentativa de aproximação com a cultura das plataformas acontece em meio a uma batalha regulatória que quase ameaçou interromper o acordo. Na semana passada, após negociações com a Califórnia e outros 11 estados americanos, foi encerrado um processo antitruste que inviabilizava a operação.
Simon........
