Prémio Laranja Amarga para um ano de Governo encostado à extrema-direita
Faz hoje um ano que Luís Montenegro, usando uma estratégia de vitimização em torno dos rendimentos gerados pela sua empresa familiar de atividades obscuras e o apelo de ressonância cavaquista, ”deixem o Luís trabalhar”, renovou o mandato mas fracassou no objetivo de obter uma clara maioria para governar.
Apressadamente, sem indagar de quaisquer garantias de governabilidade, Marcelo confirmou que sairia de Belém com o seu partido de regresso ao poder.
A pesada derrota do PS e a inédita redução da esquerda a menos de um terço dos deputados eleitos serviu para desfazer a hipocrisia do “não é não” e iniciar um tempo de total dependência política do Governo perante a extrema-direita populista.
Poderia não ter sido assim. Bastaria Montenegro assumir a necessidade de uma base estável para governar e desafiar a direção do PS mais centrista de sempre para um acordo parlamentar baseado na visão comum assente no respeito pelos valores democráticos e constitucionais, no compromisso europeu e na necessidade de atingir convergências de médio prazo em áreas como as políticas de defesa, de saúde ou de habitação. A motivação de afastamento da influência política da extrema-direita e a sua própria debilidade pós-eleitoral teriam tornado difícil ao PS , até pelo sentido de responsabilidade de José Luís Carneiro, recusar um acordo deste tipo.
Mas foi Luis Montenegro, sem jamais assumir um acordo transparente, que optou por uma agenda que privilegia a relação com o Chega, com uma acentuada dependência ideológica dos populistas com a ilusão de assim recuperar os eleitores trânsfugas.
A prioridade dada a uma gestão alarmista das questões........
