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Prémio Laranja Amarga para seis meses de promessas já sem memória das tempestades

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28.07.2026

Foi exatamente há 6 meses que a tempestade Kristin assolou a região Centro, como ponto alto de uma sequência assustadora de eventos extremos que colocou durante semanas o centro do nosso mundo em Leiria, na Marinha Grande, em Alcácer do Sal e no vale do Mondego.

Já sabemos que a capacidade de previsão e de aviso prévio foi canhestra, que a resposta foi descoordenada e tardia, que a ministra que devia coordenar as operações estava ao final da manhã a entregar espadas numa cerimónia da GNR, que a propaganda imperou com o pináculo na famosa curta-metragem de ação com Leitão Amaro como protagonista, que o ministro da Defesa andou a brincar às formaturas e que tudo isto está documentado para memória futura no demolidor relatório da visita presidencial de António José Seguro.

Mas se a dimensão das tempestades poderia ter a desculpa da surpresa e da inusitada violência da natureza, a resposta a esta crise veio confirmar um padrão de comportamento do Governo feito de muitos anúncios, tentativas de limitar os custos, uma permanente atribuição de responsabilidades a tudo e todos e esperar que a memória popular seja curta.

O modelo exibido na resposta às tempestades de inverno tem sido repetido na reação à crise energética, com a qual o Governo conta para equilibrar as contas públicas com os ganhos em receitas fiscais beneficiadas com o aumento dos preços, e agora também no colapso da campanha Reforma do Estado que chumbou no teste da digitalização dos exames........

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