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Prémio Laranja sem Sumo para a inconsequência real da política ambiental

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10.07.2026

A área do ambiente tem sido uma relativa exceção à orientação geral de demagogia, quase sempre alinhada com os populistas, e de gestão eleitoral do ciclo orçamental e das políticas públicas. O negacionismo das alterações climáticas tem sido mantido à distância e as exigências de flexibilização das medidas ambientais devido aos ditames da competitividade, defendidas pelo inefável José Manuel Fernandes, não têm entrado no discurso político de Graça Carvalho.

Todavia, ao fim de dois anos, começa a exigir-se um pouco mais de substância para que bons princípios não sejam flores inócuas no meio da deriva ideológica predominante no montenegrismo.

A investida do ano passado na defesa do direito fundamental de fruição pública das praias, reafirmando os princípios vigentes desde o tempo de D. Luís I sobre o domínio público marítimo, foi uma pedrada no charco da crescente apropriação privada de espaços populares por excelência e da imposição de um conjunto de barreiras administrativas, económicas ou de um duvidoso “direito costumeiro” sobre a fruição da beira-mar.

Infelizmente, ao fim de um ano, a expropriação dos espaços de domínio público por hotéis, aldeamentos turísticos, proprietários privados e concessionários abusadores, continua a expandir-se perante a inconsequência das declarações de Graça Carvalho, a inação municipal pouco disponível para desagradar aos grandes contribuintes das finanças locais e a ineficácia operacional da APA.

Os acessos cortados, as cancelas de áreas turísticas que vedam a passagem a veículos, onde seguranças ameaçadores pedem a identificação dos banhistas........

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