Centeno não é Passos, não senhor
O lançamento do novo livro – Contas Certas – do antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal no final da semana passada foi acompanhado por um ecoar de repentinos apoios de socialistas desencantados com o atual estado do PS e um conjunto de declarações e entrevistas do autor e mais célebre jovem reformado do país que colocaram Mário Centeno no centro da arena política nacional, como que estando para José Luís Carneiro como Pedro Passos Coelho para Luís Montenegro.
Ao ponto de o próprio Centeno ter sentido necessidade de puxar dos seus galões académicos: «Essa comparação é despropositada porque o nosso passado é completamente diferente, a minha dedicação à vida académica não tem paralelo com nenhuma figura que vocês vejam, em particular o doutor Passos Coelho» – disse aos jornalistas à margem do lançamento da obra.
Interessante de analisar esta resposta, com uma altivez pouco condizente com a aparente humildade política de quem a proferiu.
Mas Centeno disse mais, nomeadamente que «não gostava nada de ser primeiro-ministro». Uma afirmação pouco coerente com a crítica direta que fez a Marcelo Rebelo de Sousa por ter dado posse a um Governo sem........
