Vinhos subaquáticos - ciência ou apenas uma boa história?
Vamos ao passado. Durante séculos, os naufrágios fizeram involuntariamente aquilo que alguns produtores fazem hoje de forma deliberada. Em 2010, foram encontradas 168 garrafas de Champagne num naufrágio do século XIX, ao largo das ilhas Åland, no Báltico. Entre elas estavam garrafas de Veuve Clicquot, Heidsieck e Juglar, algumas com cerca de 170 anos, surpreendentemente bem conservadas a aproximadamente 50 metros de profundidade. A descoberta levou a Veuve Clicquot a lançar, em 2014, o projecto experimental ‘Cellar in the Sea’, para estudar o fenómeno.
Mas, já antes deste projeto, tinham existido algumas experiências. Em 2003, Raúl Pérez, um dos mais conhecidos enólogos espanhóis, colocou vinhos brancos da casta Albariño a envelhecer ao largo das Rías Baixas. Por seu turno, na Croácia, o produtor Edivo tornou-se muito conhecido exactamente pelo envelhecimento de garrafas e ânforas no Adriático durante mais de 700 dias.
Portugal também tem alguma coisa a contar e entrou cedo nesta história. Em 1998, a Adega Cooperativa de Vila Nova de Foz Côa colocou 60 mil........
