Paris é uma festa
Adoro ler e adoro cozinhar. Quando um livro é espetacular e ainda fala de comida e vinhos dentro de uma narrativa inteligente, é mais do que descrever pratos, é poesia. “Paris é uma festa” (“The Moving Feast”), de Ernest Hemingway, é um deles.
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Bar muda de nome e mira em novo público, sem perder a fama de comida boa
Numa cidade como Paris, onde a boa comida está por toda a parte, sentir fome é uma tortura. Como muitos dos escritores e artistas ainda desconhecidos em Paris nos anos 20, Hemingway eventualmente passava fome, mentia para a sua mulher dizendo que tinha convites para almoços e para despistar seu estado visitava museus, onde concluía que a fome desperta os sentidos e que pintores como Cézanne deviam ter muitas vezes pintado neste estado.
Entre encontros com Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pound, Scott Fitzgerald e visitas a Sylvia Beach na célebre livraria Shakspeare and Company ou sentado em cafés e brasseries, onde escrevia ou se........
