Arbitragem, respeito e visão
Numa semana histórica para o futebol português, importa perceber o que esteve em jogo, em vários tabuleiros, independentemente da habitual e proverbial capacidade lusa de dizer mal, sobretudo por duas razões: por tudo… e por nada.
A Portugal Football Summit, que a Federação Portuguesa de Futebol organizou, durante três dias, reuniu todo o ecossistema nacional ligado ao jogo, mas trouxe de novo a Portugal um conjunto de dirigentes, intérpretes e pensadores que, em diversas vertentes, muito têm contribuído para que o futuro do futebol seja projetado já hoje, aprendendo com as experiências de ontem e sabendo que amanhã talvez já seja tarde demais.
Falar de arbitragem, da profissionalização dos juízes, das condições a criar para que estes possam ser cada vez mais capazes, preparados, autónomos e reconhecidos, é hoje de uma importância fulcral, para mais num país latino, num extremo sudoeste do continente europeu, e em que tanto se exacerbam e aproveitam as questões de cada jogo e de cada fim de semana para lançar atoardas e tornar cada vez mais confuso o relvado do apito.
Num momento em que Portugal volta a ter árbitros ao nível mais elevado, com João Pinheiro e Catarina Campos a serem, apenas, os nomes mais sonantes de um grupo de elevada qualidade técnica e preparado para o alto rendimento, cada vez mais é essencial refletir sobre o futuro organizacional da atividade, desde a despistagem e captação de talentos jovens, ao quadro legal em que a arbitragem se insere, e às condições para o pleno usufruto de um percurso de semidesgaste rápido, uma vez que, a partir dos 45 anos, não é certa e segura a........
