30 milhões de carros, 76 fábricas: Changan chega ao Brasil com credenciais
30 milhões de carros, 76 fábricas: Changan chega ao Brasil com credenciais
A Caoa está prestes a colocar mais uma marca chinesa no mapa do Brasil. A Changan, uma das gigantes da indústria automotiva da China, chega em parceria com o grupo brasileiro em um arranjo que, segundo as empresas, foi desenhado para ser de longo prazo, e não um projeto pontual de importação.
Para o consumidor brasileiro, o nome ainda soa novo. Na China, porém, a Changan não é uma aventureira.
Antes de falar de fábricas inteligentes e carros elétricos, vale entender por que essa marca decidiu vir justamente com a Caoa.
Milly LacombeFutebol e estupro coletivo: uma relação de horror
Futebol e estupro coletivo: uma relação de horror
Juca KfouriQuem foi vaiar teve de aplaudir o Flamengo
Quem foi vaiar teve de aplaudir o Flamengo
Michael Viriato Guerra EUA x Irã pode afetar decisão do Copom
Guerra EUA x Irã pode afetar decisão do Copom
Josias de SouzaIrã indica a Trump que não aceita ser outra Venezuela
Irã indica a Trump que não aceita ser outra Venezuela
Por que a Changan escolheu a Caoa
A aproximação entre os dois grupos começou ainda antes da pandemia, quando Carlos Alberto de Oliveira Andrade visitou as instalações da empresa na China. Ou, seja, antes de BYD e GWM desembarcarem com seus carros eletrificados no país. A conversa esfriou com a pandemia e ganhou novo fôlego após a morte do fundador da Caoa. Em 2024, o CEO da Changan retomou o diálogo com a nova geração da família para estruturar a operação brasileira.
A escolha do parceiro não é casual. A Caoa já esteve envolvida na chegada de marcas como Renault e Hyundai ao Brasil em momentos decisivos do mercado nacional. Mais recentemente, foi responsável por assumir a operação da Chery quando a marca enfrentava dificuldades e risco real de encolher, ou repetir o destino de outras chinesas que chegaram com promessas e saíram sem deixar legado, como ocorreu com a Lifan.
Como a Changan faz parte do grupo de montadoras chinesas com escala gigantesca e necessidade de exportar parte da produção, o Brasil é um mercado estratégico. E a leitura foi clara: precisava de um operador local com histórico de estruturação industrial, rede e pós-venda.
Uma montadora, várias marcas
Caoa Changan estreia em abril com SUV flex fabricado no Brasil; conheça
China põe fim à guerra de preços baixos de carros e Brasil pode se dar bem
IPVA zerado: lei feita sob medida para Corolla beneficia Yaris Cross em SP
A empresa se apresenta como um dos quatro principais grupos automotivos da China. Sua origem industrial remonta ao século 19, quando começou como fornecedora de armamentos para o governo chinês. A atividade automotiva veio depois, e hoje a companhia acumula 45 anos de fabricação de veículos.
Em escala, os números ajudam a dimensionar o tamanho da operação. A Changan opera 21 bases de produção e 76 fábricas, com presença em 115 países e regiões. São mais de 110 mil funcionários diretos e impacto estimado superior a 1 milhão de empregos ao longo da cadeia industrial.
Em 2025, a empresa afirma ter ultrapassado a marca acumulada de 30 milhões de veículos produzidos e vendidos ao longo de sua história, posicionando-se entre as três maiores montadoras chinesas em volume de vendas no ano.
Não se trata de uma única marca, mas de um grupo com várias frentes:
Changan (linha principal de veículos de passeio)
Deepal (eletrificados)
Avatr (divisão premium elétrica)
Changan Nevo (nova energia)
Changan LCV (comerciais leves)
Além disso, mantém joint ventures com Ford, Mazda e JMC no mercado chinês. Apesar das parcerias de peso, segundo dados institucionais apresentados pela companhia, 85% das vendas vêm de marcas próprias.
Fábrica na China mostra caminho para Brasil
Se a Changan quer ser percebida como empresa de tecnologia, e não apenas montadora tradicional, a Fábrica Inteligente Digital da Avatr ajuda a sustentar o discurso.
Construída em apenas 352 dias, a unidade é voltada à produção de veículos de nova energia. A área de montagem final ocupa 140 mil metros quadrados, reúne mais de 700 equipamentos e opera com taxa de automação de 30%. O ritmo declarado é de um veículo por minuto.
Além dos quatro processos tradicionais da indústria (estampagem, soldagem, pintura e montagem), a planta incorporou etapas específicas para bateria, fundição sob pressão e testes finais.
A digitalização também é parte central da estratégia. A companhia afirma ter implementado 16 cenários de manufatura inteligente, reduzindo em mais 20% um custo total de cadeia de fabricação que já era consideravelmente mais eficiente do que o das montadoras do ocidente.
Hoje, a planta produz modelos como Avatr 07, Deepal S05 e Nevo E07, todos disponíveis em versões 100% elétricas ou com extensor de autonomia a gasolina.
A chegada ao Brasil ocorre num momento em que a Changan já tem musculatura industrial consolidada e ambição global clara. Desde 2017, a empresa vem operando sob um plano estratégico de transformação, com foco em eletrificação, inteligência veicular e expansão internacional.
No mercado brasileiro, a estratégia desenhada deve seguir duas frentes: modelos de maior volume, com produção local e motor flex, e produtos de posicionamento premium, como os elétricos da Avatr.
Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Donald Trump admite falta de 'armamento de ponta' nos EUA e culpa Joe Biden
Quem foi vaiar teve de aplaudir o Flamengo
Flamengo encaminha Leonardo Jardim após demissão de Filipe Luís
Filipe Luis já gerava questionamentos na diretoria do Flamengo
Babu e Ana Paula se enfrentam após Sincerão: 'Ir pra p*ta que pariu'
