Porque nos mexemos tão pouco?
Na semana passada,um novo Eurobarómetro voltou a colocar Portugal no fundo da tabela europeia da prática de exercício e desporto: 68% dos portugueses dizem nunca fazer exercício ou praticar desporto. A média da União Europeia é 39%.
Estes dados colocam-nos como o país da UE com a maior percentagem de pessoas que dizem nunca fazer exercício ou praticar desporto.
Mas, para lá do ranking, há uma pergunta interessante: como é que chegámos a um quotidiano em que nos mexemos tão pouco?
Numa conversa com o médico Ricardo Rangel, na rubrica O Corpo Fala, falávamos precisamente disso: da forma como o movimento foi desaparecendo dos nossos dias.
Não é preciso recuar muitas gerações para encontrar uma vida quotidiana em que caminhar, carregar, subir, deslocar-se a pé ou fazer tarefas fisicamente exigentes fazia parte da rotina. Não era preciso decidir: “agora vou fazer atividade física”. A própria vida nos obrigava a mexer.
A vida moderna retirou-nos grande parte desse esforço. Trabalhamos ao computador, deslocamo-nos de carro, subimos de elevador, fazemos compras sem sair de casa e entregamos cada vez mais tarefas a máquinas e ecrãs.
E........
