O novo sempre vem e também se manifesta acampado
O PÚBLICO de ontem traçava um retrato de alguns dos protagonistas das manifestações no Porto que não deixava dúvidas quanto ao perfil de quem lidera o protesto: bastante jovens, particularmente qualificados, hiperpolitizados e também muito radicalizados. Um perfil que não é distinto do daqueles que há um par de anos, em Portugal, de novo de forma comparativamente tímida, se envolveram em ações insurgentes pelo clima.
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Num caso e no outro, salta à vista outra coisa: partidos e sindicatos, que foram os mecanismos tradicionais para mobilizar o protesto nas democracias do pós-guerra, estão de fora ou, na melhor das hipóteses, tentam apanhar a boleia de um movimento que já não são capazes de enquadrar, em muitos casos colocando-se literalmente em bicos de pés. O que suscita questões e denota........
