A banalidade do ódio
Hoje assinalamos o Dia Internacional de Combate ao Discurso de Ódio. Instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas, não podia estar mais enquadrado com os desafios atuais, particularmente no que concerne esta nova sociedade digital e as nossas gerações mais jovens. É imperativo consciencializar para a normalização do discurso de ódio, e para os consequentes perigos da intolerância e da discriminação
Apesar de Portugal ter dado passos importantes para o reconhecimento dos direitos humanos e para a promoção da igualdade e da inclusão, é fácil constatar que o discurso de ódio ganha terreno a cada dia, cada hora ou cada minuto que passa.
Hannah Arendt estava certa quando nos dizia que “atrocidades terríveis podem ser cometidas, não por monstros sádicos, mas por pessoas comuns, que abdicam do pensamento crítico”. Basta abrir as redes sociais ou estar atento às conversas de café, num supermercado ou no consultório médico.
Nunca o discurso do ódio foi tão banalizado e normalizado. Achincalhar, ofender, oprimir, e ameaçar são ferramentas de sucesso na ditadura dos gostos. Os exemplos........
