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Higiene democrática

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15.03.2025

Pela falta de explicações, a estranheza converteu-se em dúvidas. Pelo excesso de manobras, as dúvidas converteram-se em suspeitas. Dispensemos os rodeios: para alguém que diz nada ter a esconder, o primeiro-ministro comportou-se sempre como se tivesse. Primeiro, recusou dar esclarecimentos; depois, preferiu o risco de eleições a sujeitar-se a um inquérito.

Perante tudo isto, não percebo os lamentos sobre as novas eleições. Qual a vantagem de o país ser governado por um primeiro-ministro que já não justifica confiança, e que, para se proteger, não hesitou em comprometer os seus ministros e o seu partido? Que autoridade poderia ter um governo destes? Qual a sua utilidade? Dizem que o país e o mundo estão num momento crítico. Pois estão. Mas é precisamente por isso que, através do voto, devemos procurar restituir credibilidade à governação.

Eis para que podem servir as eleições. Para dar a Montenegro o que ele........

© Observador