A perigosa diplomacia de Luís Montenegro
A política externa portuguesa parece ter atingido um pico preocupante de dissonância cognitiva. Nas últimas horas, assistimos a um retrato perfeito de esquizofrenia estratégica: por um lado, a União Europeia, com o aval indispensável de Portugal, aprova um pacote massivo e histórico de 90 mil milhões de euros para garantir a sobrevivência militar da Ucrânia, por outro, o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, defende abertamente o diálogo com Moscovo e questiona a abertura de Vladimir Putin do G20.
A posição de Montenegro levanta questões profundas sobre a orientação moral e estratégica do atual Governo Português. O argumento de que “é preciso falar com a Rússia” e de que a expulsão dos fóruns internacionais não foi o melhor caminho apoia-se numa visão clássica da diplomacia. Em teoria, a........
