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O profeta, o populista e o prostituto

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31.05.2026

Em Dezembro escrevi sobre um assunto que está agora na ordem do dia: o que quer Passos Coelho do Chega? Na altura, Passos tinha finalmente saído do seu buraco em que se enfiara e começado a dizer o que pensa sobre o actual governo: que não reforma e que se não fizer reformas os problemas se vão avolumar até que a sua resolução implique sacrifícios maiores que os actualmente necessários. No fundo, não tem dito nada que não saibamos todos. Mesmo os que apoiam este governo; mesmo os que detestam Passos Coelho; mesmo quem, à esquerda, é contra as reformas que foram diagnosticadas há anos. O país não tem grande futuro da forma que está. Com o nível de endividamento que tem encontra-se ligado à máquina do euro para que não haja inflação ou o estado se desintegre, ao mesmo tempo que a economia portuguesa perde competitividade com uma moeda única pensada para outras realidades. Ou seja, ou saímos do euro e a economia colapsa ou fazemos reformas e passamos a ter uma economia competitiva que retira os melhores benefícios de uma moeda forte. É tão simples quanto isto por muito que levar isto por diante seja difícil.

Quando se tornou primeiro-ministro depois de ter perdido as eleições, António Costa percebeu o óbvio: que para ganhar as próximas tinha de dividir a direita. Partir o PSD. Com isso em vista hostilizou ao máximo o governo anterior e culpou-o do ambiente crispado que ele e Marcelo iriam........

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