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É disto que o meu povo gosta

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19.09.2026

Lembram-se de quando o prof. Marcelo prometia, pela sua saudinha, não voltar a comentar a actualidade logo que deixasse Belém? Ele também não se lembra, por isso comenta o que calha a cada oportunidade. Há dias, esteve num colóquio em Aveiro e disse o seguinte: “Nós somos a Europa, mas somos vistos como sendo uma ilha no meio do Atlântico. Nós somos, sobretudo, seguros e confiáveis (…) Encontramos economistas, financeiros, banqueiros e tal a dizer que grande bigodaça que vocês estão a dar, porque de facto estão a conseguir, que se possa ter confiança e ter segurança na realidade portuguesa. Nós já intuímos isso, sabíamos isso. Mas agora é indiscutível”. E de seguida acrescentou: “Eu vou a qualquer reunião internacional e agora vou como ‘outsider’ (…) mas gosto de ouvir nos aviões em que venho dizer, ah, eu desloquei-me agora para Portugal, porque é para decidir e é para investir numa coisa e tal, e estou a pensar num projeto e tal.”

É curioso e tal que eu faça uns voos internacionais e tal e nunca tenha ouvido tais proclamações e tal. É possível que se deva ao facto de viajar rodeado de pelintras em “turística” e não de economistas, financeiros, banqueiros e tal. Mas a hipótese mais provável para não ouvir semelhantes louvores à “bigodaça” portuguesa é os louvores jamais terem sido ditos, ou apenas terem sido ditos por interlocutores que desesperadamente procuravam........

© Observador