Produzir mais energia na Europa reforçará a nossa independência energética
Na Europa, temos aprendido da forma mais difícil.
A invasão russa da Ucrânia e a instabilidade resultante abalaram o nosso sistema energético. Mais recentemente, o conflito no Golfo provocou novas ondas de choque. Graças à experiência adquirida com a crise energética de 2022, a UE estava mais bem preparada, mas mesmo assim, desde o início do conflito, gastou mais de 100 mil milhões de euros adicionais em petróleo e gás importados.
A conclusão é evidente: temos de nos libertar das importações de combustíveis fósseis. Quanto mais energia limpa produzirmos, menores serão as nossas faturas. Se o fizermos, reforçaremos a nossa segurança energética, reduziremos as emissões e aumentaremos a nossa independência energética.
É esse o caminho. No ano passado, acrescentámos 89 gigawatts de energias renováveis. Um gigawatt é suficiente para fornecer eletricidade a um milhão de agregados familiares! Pela primeira vez, a UE produziu mais eletricidade a partir da energia solar e eólica do que a partir de combustíveis fósseis. Uma maior proporção da energia que consumimos é produzida na Europa, o que reduz a nossa dependência das importações de combustíveis fósseis.
Contudo, é também importante a forma como partilhamos........
