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O sócio silencioso

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28.09.2026

No último artigo falámos do porquê de uma economia crescer, mas demasiadas famílias continuarem com a corda ao pescoço. A habitação, os juros, a inflação e a insularidade explicam muito. Mas ficou uma pergunta por fazer: numa terra de apertados, quem aperta?

Consideremos um casal que vive na Madeira e tem um filho. Trabalham, pagam a casa e não se consideram pobres. Juntos ganham 2.500 euros brutos por mês. Com os subsídios, são 35 mil euros por ano. Porém, quando fazem as contas, descobrem que ganhar não é receber.

A Segurança Social retira-lhes 3.850 euros e o IRS cerca de 1.500. À conta chegam 29.650 euros. Mas os seus patrões ainda suportam mais 8.312 euros de contribuições. O trabalho do casal custa 43.312 euros. Entre esse custo e o dinheiro recebido, o sistema público absorve 13.660 euros.

Só depois começa a vida: “pagamos 800 euros por mês ao banco”, dizem. São 9.600 euros por ano. Alimentação: 7.200; água, eletricidade e comunicações: 3.000; automóvel, combustível e seguro: 3.600; roupa, saúde, educação e imprevistos: 4.800. No total, gastam 28.200 euros. Sobram 1.450 por ano, 120 euros por mês. Uma avaria no carro ou uma reparação em casa e desaparece a........

© JM Madeira