Augusto Cury reacende a esperança de terceira via?
A polarização não é algo ruim em si. A esquerda sempre dominou a cena política brasileira, principalmente quando o eleitor era vítima do teatro das tesouras: votava em tucanos como se fossem de direita, sendo que são defensores da socialdemocracia, ou seja, centro-esquerda. Ter opções mais à direita de verdade, portanto, é algo desejável.
Mas não se trata apenas de uma bipolaridade entre esquerda e direita. Dentro da esquerda, há cada vez menos espaço para a socialdemocracia moderada, pois enquanto Lula estiver no jogo político, ele terá uma base consolidada de cerca de um quarto dos eleitores. E, do lado mais à direita, o bolsonarismo se consolidou como uma força política que tem, praticamente garantidos, entre um quarto e um terço dos eleitores.
Assim sendo, uma eleição que conta com Lula e algum Bolsonaro arrasta mais ou menos metade dos eleitores para esse embate, sobrando talvez a outra metade – ou menos – para dividir entre todos os demais candidatos e as abstenções e votos nulos. É por isso que o segundo turno deve ser mesmo disputado entre Lula e Flávio.
Não obstante, há uma parcela significativa em busca da tal terceira via. É uma multidão que rejeita o petismo, mas não se empolga com o bolsonarismo. Pode ter gente com........
