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Seu filho faz pouco para casa?

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02.09.2026

Durante muito tempo, tenho me perguntado sobre o efetivo valor pedagógico do dever de casa. Sei que o estudo autônomo traz inúmeros benefícios, mas, se há uma coisa que o para casa nem sempre valoriza, é justamente isso: a autonomia.

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Geralmente, o para casa é uma continuidade estéril da prática docente, ineficiente porque não é acompanhada por um especialista, ou mera prestação de contas clientelista para alguns pais que cobram da escola o aumento das tarefas com o intuito — jamais admitido — de ocupar a agenda dos pequenos.

Em defesa do cinismo!

O fato é que pouco sabemos sobre uma relação direta e simples entre dever de casa e melhoria dos resultados pedagógicos. Se aprofundarmos a questão, talvez encontremos mais evidências sobre conflitos familiares, como o divórcio, provocados por tarefas escolares do que sobre ganhos proporcionais de aprendizagem.

Os dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) são particularmente interessantes nesse debate. Países de alto desempenho não necessariamente são aqueles em que os estudantes dedicam mais tempo às tarefas escolares fora da escola. Em alguns dos sistemas educacionais avaliados, o tempo médio dedicado ao dever de casa permanece abaixo de uma hora diária.

Isso, evidentemente, não prova que menos dever de casa produza melhores resultados. Seria tão simplista quanto afirmar o contrário. O que esses dados fazem é colocar em xeque uma crença bastante disseminada: a de que mais tempo de tarefa necessariamente significa mais aprendizagem.

Então, para que........

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