Perigos do "Triângulo das Bermudas" (SP, MG e RJ) desafiam Lula e Flávio
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“Um dia de cada vez”, máxima consagrada pelos Alcoólicos Anônimos, aplica-se sob medida às campanhas dos dois candidatos que polarizam a eleição presidencial: Luiz Inácio Lula da Silva, que pleiteia a reeleição, e Flávio Bolsonaro, herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro. A sucessão de fatos negativos produz oscilações nas pesquisas e obriga os marqueteiros das duas campanhas a ter menos ansiedade com o futuro e mais atenção aos problemas do presente, sobretudo àqueles aparentemente pequenos, mas capazes de assumir grandes proporções.
Ao menos provisoriamente, a crise entre Flávio e sua madrasta, Michelle Bolsonaro, foi superada, com reflexos imediatos nas pesquisassem em favor do enteado. Agora, é Lula quem está na berlinda. Seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e antigos auxiliares envolvidos em investigações relacionadas à atuação de uma lobista fragilizam a agenda social de Lula como defensor das camadas de menor renda.Flávio, porém, também enfrenta vulnerabilidades próprias e não pode imaginar que os desgastes do adversário sejam suficientes para lhe garantir a vitória. As pesquisas nacionais mostram uma eleição muito apertada. No levantamento Datafolha divulgado na semana passada, Lula aparece com 39% e Flávio com 33% no primeiro turno. Numa simulação de segundo turno, o petista vence por 47% a 43%, diferença situada no limite........
