Síndrome da impostora: por que mulheres brilhantes duvidam do próprio valor
Há conquistas que aparecem no currículo antes de encontrarem lugar dentro da própria identidade. Diplomas, cargos, reconhecimentos e anos de experiência podem formar uma trajetória admirável aos olhos do mundo, mas ainda parecer insuficientes aos olhos de quem a construiu. Por fora, há competência; por dentro, uma pergunta insiste em surgir: “Será que eu sou mesmo tudo isso?”.
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É nesse intervalo entre a conquista visível e a autorização interna que a síndrome da impostora revela uma de suas faces mais sofisticadas: mesmo diante de evidências concretas de capacidade, muitas mulheres sentem como se ocupassem um lugar que não lhes pertence. Não se trata apenas de insegurança individual, mas de uma cultura que ensinou mulheres a serem excelentes, porém, discretas; firmes, mas agradáveis; ambiciosas, mas não demais.
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Na leitura de Shirley Berti, mestre em administração, especialista em governança........
