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“O futuro começou entre nós”

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01.07.2026

Dir-se-á, talvez com razão, que um ano letivo cabe numa agenda, começa num dia assinalado e termina noutro, entre aulas, visitas, projetos, avaliações, festas, concursos, receios e entusiasmos, mas quem assim disser terá dito apenas parte da verdade, porque um ano letivo, quando olhado de perto, não cabe no calendário, cabe nas pessoas. Foi assim o ano no Agrupamento de Escolas de Maximinos, não uma sucessão de atividades, mas uma viagem coletiva, feita de passos pequenos e de alguns saltos inesperados, em que alunos, professores, assistentes, técnicos, famílias e parceiros foram construindo essa coisa indispensável a que chamamos escola. Começou-se, como sempre se devia começar, pelas palavras. Ler, escrever, compreender, perguntar, comunicar, eis verbos capazes de mudar destinos. A literacia não foi um ornamento, antes uma ferramenta de liberdade, porque quem lê melhor, vê melhor e participa melhor. No tempo das mensagens rápidas, ensinar a demorar-se sobre uma ideia, talvez seja urgente resistência. Também as línguas atravessaram o ano........

© Correio do Minho