Voto à venda? Poucos admitem, mas quase metade do DF vê a prática como frequente
Larissa Marques, Lucio Rennó e Frederico Bertholini — pesquisadores do Observatório de Políticas Públicas do DF (ObservaDF)
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Em anos eleitorais, a compra de votos reaparece na democracia brasileira como uma dinâmica enraizada na troca cotidiana de favores entre eleitores e representações políticas. Longe de ser um resquício autoritário em extinção, a literatura especializada descreve essa negociação como uma estratégia resiliente e capaz de se adaptar aos contextos democráticos. A legislação do país combate a prática em duas frentes: o Código Eleitoral fixa pena de até quatro anos de reclusão e multa para quem dá, oferece, promete, solicita ou recebe vantagens materiais por voto, enquanto a Lei das Eleições prevê a cassação do registro ou do diploma do candidato infrator.
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Para mensurar essa realidade no Distrito Federal, o Observatório de Políticas Públicas do DF (ObservaDF) realizou uma pesquisa inédita. Buscando contornar o viés de desejabilidade........
