A viagem de Lula a Nova York foi estratégica e irá garantir o reconhecimento à sua vitória
A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Nova York, para a abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, deve ser compreendida para além de seu discurso na ONU. Ela teve uma dimensão diplomática evidente, relacionada à defesa do multilateralismo, da soberania e de uma ordem internacional baseada no diálogo. Mas teve também uma dimensão política importante: Lula ampliou pontes com forças relevantes da sociedade norte-americana num momento em que o Brasil se aproxima de uma eleição presidencial muito disputada.
É justamente esse segundo aspecto que merece atenção.
Lula chegou a Nova York para fazer seu décimo discurso de abertura de uma Assembleia Geral da ONU. O Brasil, por tradição, será o primeiro país a falar nesta terça-feira, seguido pelos Estados Unidos. O contexto internacional é particularmente complexo, marcado por guerras, tensões entre grandes potências e pelo enfraquecimento das instituições multilaterais. A defesa do multilateralismo e da soberania brasileira, portanto, não é apenas retórica diplomática. É uma posição política sobre como o mundo deve funcionar.
Mas Lula fez algo mais.
Antes de subir à tribuna das Nações Unidas, encontrou-se com duas figuras de grande projeção no campo progressista dos Estados Unidos: o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e o senador Bernie Sanders. Com Mamdani, discutiu custo de vida, pobreza, políticas públicas, democracia e combate ao extremismo e à desinformação. O prefeito nova-iorquino afirmou que Lula é uma inspiração para as políticas sociais que pretende desenvolver em sua cidade.
Com Bernie Sanders, a conversa teve dimensão ainda mais ampla. Foram........
