Semana Dourada: o toma lá dá cá das folgas na China
A proximidade das duas celebrações permitiu que muitas pessoas organizassem uma pausa no trabalho de até 13 dias, levando o Ministério da Cultura e Turismo a fazer projeções para saber se serão superados os 888 milhões de viagens domésticas e os gastos de aproximadamente US$ 114 bilhões registrados nas comemorações de 2025.
A ideia dessas semanas douradas — há outra no início do ano, durante o Ano-Novo Chinês — está baseada no tiáoxiu, um sistema de compensações que combina feriados, fins de semana e outras celebrações para formar períodos mais longos de descanso. Sua particularidade, em comparação com os feriados prolongados do Ocidente, é que o cidadão desfruta de férias extensas para os padrões chineses, mas depois precisa trabalhar em determinados fins de semana para compensar os dias extras de folga.
Todos saem para passear, mas ninguém dá nada de graça. Essas parecem ser as duas faces da moeda.
O que ocorre neste momento ajuda a explicar o sistema. Por lei, o Dia Nacional da China prevê feriados apenas em 1º, 2 e 3 de outubro. O Conselho de Estado, contudo, “pegou emprestados” como jornadas obrigatórias de trabalho o domingo, 20 de setembro, e o sábado, 10 de outubro, para formar um bloco de sete dias consecutivos de descanso.
Pode parecer pouco, mas não é para um trabalhador acostumado a ter apenas cinco dias de férias por ano durante seus primeiros dez anos de vínculo empregatício.
Zhang Peng, professor e pesquisador de consumo cultural da Universidade Normal de Nanjing, considera que “a concentração de dias........
