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Expectativas para 4 de outubro de 2026: civilização ou barbárie!

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26.09.2026

Estamos a poucos dias das eleições e o futuro do país e dos brasileiros está impregnado de inseguranças sobre os rumos da nação, que dependerá da escolha de quem irá presidir a República a partir de 2027. As expectativas giram em torno da contradição: civilização ou barbárie. As pesquisas de intenção de voto apontam, até o momento, empate técnico no segundo turno entre os dois candidatos que lideram a disputa e representam projetos abissalmente distintos para o Brasil, cujas consequências poderão empurrar o país de volta à antiga condição colonial, agora sem caravelas, mas com a soberania submetida aos interesses econômicos e geopolíticos dos Estados Unidos.

No polo da absoluta insensatez e surrealidade de parte expressiva do eleitorado está Flávio Bolsonaro (PL), homenageador mor de vários milicianos e contraventores, relações com políticos ligados ao Comando Vermelho, a exemplo de Rodrigo Bacelar e TH Joias que certamente foram seus cabos eleitorais na cidade do Rio de Janeiro. Como se não bastasse, atualmente investigado pela Polícia Federal no Caso Master/Dark Horse por graves suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Com um histórico político abjeto circunscrito em torno de práticas e controvérsias que, em qualquer democracia minimamente exigente, deveriam impor ao menos um escrutínio rigoroso antes que alguém se apresentasse como candidato à Presidência da República. 

Diante dos graves riscos que o país está correndo caso essa candidatura continue em ascensão apesar das fartas evidencias de sua aproximação ao subterrâneo do crime, já seria inacreditável que pudesse sequer chegar ao segundo turno. No entanto, a possibilidade apontada por vários institutos de pesquisa revela o quanto metade da sociedade brasileira está profundamente adoecida e o quanto a memória política e o senso crítico desses eleitores é inexistente. 

Desde o famoso escândalo das chamadas “rachadinhas”, envolvendo Flávio Bolsonaro enquanto deputado estadual na Alerj, essa situação já se apresentava como uma das muitas obscuridades que cercam sua trajetória política. A investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro reuniu elementos financeiros e testemunhais que apontavam para a suspeita de que assessores devolviam parte de seus salários ao então deputado. O MP também indicava que parte desse dinheiro teria sido lavada por meio de uma franquia de loja de chocolates da qual Flávio Bolsonaro era sócio. Embora houvesse um conjunto expressivo de elementos reunidos pela investigação, o caso não chegou a um julgamento de mérito que pudesse declarar Flávio Bolsonaro culpado ou inocente. Isso ocorreu porque as principais provas financeiras foram consideradas inválidas no curso do processo, após decisões do STF que restringiram o compartilhamento de dados do Coaf com o Ministério Público e determinaram a observância de requisitos específicos para esse procedimento. Com isso, o processo acabou inviabilizado antes que as acusações pudessem ser efetivamente apreciadas em um julgamento de mérito. Flávio, portanto, não foi absolvido das acusações após um julgamento que examinasse o conteúdo das provas. O que ocorreu foi outra coisa, o caso não chegou a ser julgado no mérito. 

A enxurrada de escândalos envolvendo o filho 01 de Jair despenca sobre o público em um fluxo ininterrupto, denunciando um rastro de obscuridades que o noticiário mal dá conta de divulgar. Na terça-feira dessa semana a Revista Piauí acrescentou novos........

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