Trump tornou-se um ativo tóxico. Editorial de Rui Tavares Guedes
A derrota de Viktor Orbán, na Hungria, foi um duro golpe para Vladimir Putin e para a sua estratégia de enfraquecimento, por dentro, da União Europeia. Mas foi também a confirmação eloquente de que, nos dias que correm, ser amigo ou ter o apoio de Donald Trump se tornou uma desvantagem eleitoral.
A tendência manifestou-se pela primeira vez, há cerca de um ano, no Canadá, quando o primeiro-ministro Mark Carney, em funções havia pouco tempo, em substituição de um desgastado Justin Trudeau, conseguiu inverter, em apenas um par de meses, um resultado anunciado como desastroso pelas sondagens numa retumbante vitória e conquistar uma grande vaga de apoio popular. O seu segredo? Enfrentar Donald Trump sem rodeios, devolvendo, com a mesma veemência, cada uma das ameaças que este, do outro lado da fronteira, dirigia ao Canadá, com a pretensão de o incorporar como 51º estado americano. Na noite de vitória, Carney não se esqueceu de “agradecer” a Trump o impulso que lhe deu para conquistar os votos da maioria dos canadianos. “O Presidente Trump está a tentar destruir-nos para que os EUA........
