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Não há coincidências (ou porque não devemos aceitar o designado “Pacote Laboral” – breve súmula)

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03.03.2026

“Enquanto sonha, está fazendo o rascunho do seu futuro”Charles Chaplin

No sábado passado decorreu mais um protesto sobre o tristemente designado “Pacote Laboral” que o Governo procura, a todo o custo, levar a cargo, justamente na mesma semana em que Passos Coelho decidiu sair do silêncio ensurdecedor em que se refugiou para criticar, pasme-se, a falta de intuito reformista do PSD.

Dito isto, após horas de debates sobre as reais intenções do antigo primeiro-ministro (e que, quanto a mim, só podem ser encaradas como, entre outras, um reforço às ditas medidas contidas no anteprojeto, por alguém que, não esqueçamos, optou sempre por ir além das medidas restritivas da Troika), o que me parece realmente relevante realçar, ainda que em termo sumários, são os motivos pelos quais o que foi apresentado representa não apenas um retrocesso mas algo inaceitável.

Desde o início até ao presente, trata-se de um processo que começou enviesado e não terá um final diverso. Por exemplo, ao contrário do que sucedeu com as anteriores reformas, o anteprojeto foi, ab initio, apresentado como um facto praticamente consumado, deixando a senhora ministra claro que não tencionava mudar o que apelidou de traves mestras e que, na prática, reconduz a quase todas as soluções que ali se encontravam plasmadas. Daqui, perante a contestação, passou a........

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