Não há coincidências (ou porque não devemos aceitar o designado “Pacote Laboral” – breve súmula)
“Enquanto sonha, está fazendo o rascunho do seu futuro”Charles Chaplin
No sábado passado decorreu mais um protesto sobre o tristemente designado “Pacote Laboral” que o Governo procura, a todo o custo, levar a cargo, justamente na mesma semana em que Passos Coelho decidiu sair do silêncio ensurdecedor em que se refugiou para criticar, pasme-se, a falta de intuito reformista do PSD.
Dito isto, após horas de debates sobre as reais intenções do antigo primeiro-ministro (e que, quanto a mim, só podem ser encaradas como, entre outras, um reforço às ditas medidas contidas no anteprojeto, por alguém que, não esqueçamos, optou sempre por ir além das medidas restritivas da Troika), o que me parece realmente relevante realçar, ainda que em termo sumários, são os motivos pelos quais o que foi apresentado representa não apenas um retrocesso mas algo inaceitável.
Desde o início até ao presente, trata-se de um processo que começou enviesado e não terá um final diverso. Por exemplo, ao contrário do que sucedeu com as anteriores reformas, o anteprojeto foi, ab initio, apresentado como um facto praticamente consumado, deixando a senhora ministra claro que não tencionava mudar o que apelidou de traves mestras e que, na prática, reconduz a quase todas as soluções que ali se encontravam plasmadas. Daqui, perante a contestação, passou a........
