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O gol que transbordou a Holanda mesmo com a desclassificação

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O gol que transbordou a Holanda mesmo com a desclassificação

Quando a bola beijou a rede, o estádio explodiu. Era o primeiro gol da Holanda contra Marrocos, um grito coletivo que parecia suficiente para explicar tudo. Mas não explicava.

Gakpo não saiu correndo apenas. Caiu. Chorou. Levou as mãos ao rosto como quem finalmente permitia que uma dor antiga encontrasse uma saída. Naquele instante, o futebol deixou de ser estatística, esquema tático ou disputa por uma vaga. Tornou-se um espelho da vida.

Há quem pense que um gol é apenas um número no placar. Não é. Às vezes, é uma homenagem. Outras vezes, um pedido de força. E, em certos casos, é o abraço que alguém já não pode receber. O choro de quem marca pode carregar derrotas invisíveis, lutos silenciosos e batalhas que nenhuma transmissão consegue mostrar.

Marco........

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