DTF St. Louis: série que mistura crime e humor ácido já está no UOL Play
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DTF St. Louis: série que mistura crime e humor ácido já está no UOL Play
Colunista do UOL Play
Tem série que, de cara, parece normal, mas quando você vê, já está discutindo os personagens como se fossem seus vizinhos. Esse é o efeito de DTF St. Louis, que já está rolando na HBO Max e no UOL Play, com episódios novos todo domingo, às 23h.
A premissa já chama a atenção: um aplicativo voltado para pessoas casadas que querem encontros discretos. O que começa como curiosidade masculina de fim de tarde vira uma sequência de decisões ruins em cadeia. Para ter uma ideia, logo no primeiro episódio, um dos três protagonistas está morto.
No centro disso tudo estão Jason Bateman e David Harbour em registros que fogem do óbvio. A produção se apresenta como série de comédia, tem estrutura de minissérie de comédia, mas trabalha com um humor seco, desconfortável e muito bem calculado. Bora saber tudo sobre essa produção?
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Qual a premissa de DTF St. Louis?
DTF St. Louis parte de uma ideia que já nasce problemática. A sigla vem de Down To Fck* e dá nome a um aplicativo criado para conectar pessoas casadas em busca de encontros discretos.
Clark, um meteorologista local entediado com a própria rotina, apresenta a novidade ao amigo Floyd como quem sugere um novo hobby inocente.
Acontece que nada ali é inocente, e o que começa como uma tentativa de "apimentar" a vida vira um triângulo amoroso que logo sai do controle.
A série mistura crise de meia-idade com investigação policial, e coloca o espectador no modo "quem matou?" desde o primeiro episódio. Só que, aqui, o mistério é quase que um pano de fundo para observar como as pequenas decisões podem rapidamente se tornar grandes problemas.
A narrativa não é linear. A história vai e volta no tempo, revisita cenas e mostra versões diferentes dos mesmos acontecimentos, sustentando o suspense para deixar claro que ninguém ali é exatamente quem parece ser.
Elenco e personagens: quem é quem na série
Se DTF St. Louis funciona, é porque você começa a julgar essas pessoas como se morassem na sua rua. A série não pede que você escolha um lado, e faz algo muito mais interessante: deixa você desconfortável com todos eles.
Clark Forrest (Jason Bateman)
Clark é aquele cara que parece ter a vida organizada demais. Apresentador do tempo, fala fácil, sempre com uma ironia pronta na ponta da língua. Ele sugere o aplicativo como quem compartilha uma ideia brilhante no meio de uma conversa banal.
O problema é que Clark gosta de testar limites, e age como se estivesse narrando a própria história, confiante de que tudo vai sair do jeito que imaginou.
Jason Bateman segura essa postura com um controle impressionante. Você percebe que ele sabe mais do que aparenta (e talvez menos do que acredita).
Floyd Smernitch (David Harbour)
Floyd é o tipo de personagem que você entende antes mesmo de concordar. Intérprete de língua de sinais, marido tentando manter o casamento em pé, padrasto lidando com responsabilidades que nem sempre escolheu. Ele não entra no aplicativo para uma aventura divertida, mas sim porque quer se sentir visto.
David Harbour deixa tudo muito exposto: o constrangimento, a insegurança, o esforço para parecer mais confiante do que realmente é. E quando a situação começa a escapar do controle, você sente junto.
Carol (Linda Cardellini)
Carol observa mais do que fala. Ela sabe que algo não está funcionando no casamento e não está nenhum pouco disposta a fingir que está tudo bem. Ao mesmo tempo, também não entrega facilmente o que pensa.
Linda Cardellini constrói uma presença que muda o clima da cena sem precisar levantar a voz. Carol não está ali só para reagir aos homens da história. Ela influencia, provoca e decide, mudando completamente a dinâmica do trio.
Por que você precisa assistir?
Se Fargo te ganhou pelo contraste entre banalidade cotidiana e violência absurda, DTF St. Louis opera em uma frequência parecida, mas com outra energia. Aqui, o subúrbio não é só cenário - é parte da ironia. Casas bonitas, rotina previsível, vida aparentemente estável. E, no meio disso, pequenas decisões que viram tragédia.
Assim como Fargo, a série parte de escolhas impulsivas tomadas por pessoas comuns. Ninguém ali é um gênio do crime. São só adultos entediados que acreditam que conseguem administrar segredo, desejo e vaidade ao mesmo tempo. E a graça está justamente na incapacidade de fazer isso.
Steven Conrad, criador da série, já mostrou em Patriot que gosta de personagens presos em situações que exigem um controle emocional que é praticamente impossível de sustentar. E em DTF St. Louis, ele aplica essa mesma inteligência ao universo suburbano.
Por isso, se você é fã das séries que confiam na inteligência do público, que deixam espaços para interpretação e que transformam o desconforto em ferramenta narrativa, vai adorar DTF St. Louis.
Onde assistir DTF St. Louis?
Decidiu dar uma chance para DTF St. Louis? A série está disponível na HBO Max dentro do UOL Play, com episódio fresquinho todo domingo, às 23h.
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