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O período em que o Natal foi cancelado e gerou uma tremenda revolta popular

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22.12.2025

51º16'N, 1º05'L
Canterbury
Kent, Inglaterra, Reino Unido

A Inglaterra de meados do século 17 era tão turbulenta que sobrava até para as datas festivas. "As notícias falam de uma grande insurreição em Canterbury para manter o Dia de Natal", escreveu o político da época John Rushworth.

A multidão furiosa vandalizou casas, bloqueou vias e capturou armas. Tudo porque o prefeito, "seguindo a portaria do Parlamento contrária a tais vãs celebrações", mandou prender um dono de loja que se recusou a trabalhar no 25 de dezembro e decidiu fechar as portas, a fim de celebrar a data.

Todo o condado de Kent se transformou, nos 12 dias em que tradicionalmente a festa era celebrada, em um grande tumulto com jogos de bola, decorações natalinas rebeldes e pancadaria, explica o historiador Martyn Bennett em um artigo a respeito no site "The Conversation". No dia 27, a turma pró-Natal agrediu o prefeito, magistrados e clérigos. A polícia precisou intervir.

Outras cidades protestaram contra o banimento do Natal naquele 1647. Isso deu novo gás às forças monárquicas, que se lançaram em uma segunda guerra civil no espaço de seis anos.

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Até os anos 1630, a família real inglesa celebrava o Natal com muita música, bailes, banquetes e espetáculos teatrais. Só que nem todos os britânicos aprovavam essa maneira de celebrar a data.

Na década seguinte, divergências tributárias e religiosas levaram o rei, Charles 1º, a dissolver o Parlamento. O impasse abriu caminho para uma guerra civil entre as forças monárquicas e parlamentares.

Dentre os que apoiavam o Parlamento, estavam os cristãos que desaprovavam os hábitos religiosos do rei, vistos como decadentes. Eram........

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