Contra o retrocesso, por uma economia que leva a vida em conta
Contra o retrocesso, por uma economia que leva a vida em conta
As eleições colocam em disputa dois projetos econômicos e diferentes possibilidades de futuro para o Brasil. Essa escolha envolve não apenas os grandes desafios civilizatórios do nosso tempo -- a democracia, a desigualdade, a crise climática, a revolução tecnológica e a precarização do trabalho -- mas também as condições concretas da vida cotidiana: o salário, o emprego, o preço da comida, o custo da moradia e do transporte, o acesso aos serviços públicos e o tempo disponível para cuidar, descansar e conviver.Esses problemas não serão enfrentados com a velha política neoliberal, na base do 'tesouraço' e na crença de que os mercados resolverão os problemas coletivos. Superar essa agenda e colocar a economia a serviço da transformação social é o propósito da Vida em Conta, iniciativa lançada por mais de 100 economistas e 60 organizações da sociedade civil.
O Brasil tem tudo para dar certo. O país reúne abundância de recursos naturais, matriz energética relativamente limpa, biodiversidade, capacidade agrícola, reservas minerais, universidades, empresas e bancos públicos e um enorme mercado interno. O problema não é a escassez de recursos, mas sua distribuição desigual e a dificuldade de transformá-los em bem-estar coletivo.
Trata-se de um problema político, de capacidade de organizar essa riqueza em torno de um projeto comum. A economia não é uma força da natureza, mas a forma como a sociedade decide organizar seus recursos, produzir, consumir e distribuir os frutos do trabalho.
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