Na ONU, Lula defenderá soberania, mas sem citar ações do governo Trump
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Quando subir ao púlpito da Assembleia Geral da ONU na próxima terça (22), o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva fará seu décimo discurso naquele palco. A marca o coloca entre o seleto grupo de uma dúzia de chefes de Estado que chegaram aos dois dígitos de participações na poderosa plenária.
No caso do Brasil, porém, o espaço é ainda mais prestigioso. Tradicionalmente, o líder do país é o primeiro a falar. Discursa, inclusive, à frente do presidente do país anfitrião, os Estados Unidos, que este ano serão representados por Donald Trump.
Tudo isso explica por que, aos 80 anos e em meio a uma conturbada campanha de reeleição, Lula se lançará a uma viagem de mais de 12 horas de avião para passar menos de dois dias completos em Nova York, a apenas duas semanas do pleito presidencial. E por mais que seus assessores digam que o presidente não converterá o espaço em propaganda eleitoral doméstica, será também uma oportunidade de ter uma peça política luxuosa.
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