IBC-Br mostra retomada do crescimento; choque do petróleo acentua incerteza
IBC-Br mostra retomada do crescimento; choque do petróleo acentua incerteza
Ao crescer 0,8% em janeiro, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), calculado mensalmente pelo Banco Central, deu uma pista na direção de um avanço do PIB no primeiro trimestre de 2026 próximo de 1%.
O IBC-Br, estimado com base na evolução dos grandes setores agregados da economia — agropecuária, indústria, serviços — e dos impostos, é conhecido como "prévia do PIB", enquanto o PIB (Produto Interno Bruto) é divulgado em bases trimestrais. O indicador de atividade do BC é um dos elementos considerados pelo Copom (Comitê de Política Monetária) para definir sua política de juros.
A alta do IBC-Br em janeiro veio ligeiramente abaixo das projeções do mercado. Segundo o próprio BC, o carregamento estatístico do resultado de janeiro é de 0,9% para o primeiro trimestre de 2026 e, igualmente, de 0,9% para o ano. O carregamento estatístico indica quanto seria a evolução do indicador se, nos períodos seguintes considerados, o crescimento fosse zero.
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Retrato parecido com 2024
Para a consultoria 4intelligence, que figura entre as maiores e com mais experiência no seu segmento de mercado, por exemplo, o IBC-Br de fevereiro deve apresentar nova elevação de 0,8% em relação a janeiro. Também prevê um ritmo para a variação do PIB em 2026 nos moldes de 2024.
Em 2024, a economia cresceu 3,4%, numa sequência relativamente forte de avanços trimestrais que só cederam no último trimestre do ano. O crescimento foi de 0,8% no primeiro trimestre, seguido de expansão de 1,4% no segundo, nova alta de 0,9% no terceiro quarto e desaceleração para 0,2% entre outubro e dezembro.
A consultoria prevê crescimento de 2% em 2026, acima do atual consenso do Boletim Focus, que é de alta de 1,8%. Essa previsão se apoia nas hipóteses de que a safra agrícola este ano será menor, com redução da contribuição da agropecuária para o PIB, mas compensada por cortes nos juros e estímulos ao consumo em ano eleitoral.
Incertezas crescem com choque do petróleo
Mas nem todos concordam com essa evolução. É o caso do UBS, o gigante financeiro suíço global. Os economistas do UBS apostam em expansão de 0,3% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao último de 2025. A previsão é de que o crescimento no ano não passará de 1,5%. O impacto positivo da redução dos juros não configuraria estímulo forte para a atividade, uma vez que os cortes seriam graduais e seus efeitos, defasados.
Na prévia do PIB de janeiro, analistas do UBS notaram sinais de que, desta vez, o setor de serviços, ainda apoiado por um mercado de trabalho com baixo desemprego e variação de salários acima da inflação, substituiria a agropecuária como o motor da atividade em 2026.
Analistas do UBS notam que a agropecuária cresceu 21% no primeiro trimestre de 2025, com expansão de 13% na média do ano passado. Para 2026, a estimativa é de expansão de 2% para a agropecuária.
Onde há unanimidade é no aumento das incertezas sobre o desempenho da economia — global e local —, com base no choque do petróleo ainda sem solução visível no horizonte. As estimativas de adição de décimos de ponto percentual no PIB de 2026 são contrabalançadas por tendências de redução do fluxo de capitais externos, com consequentes pressões sobre as cotações do dólar e, enfim, sobre a inflação.
Nesse quadro de incertezas, quase ninguém aposta na manutenção dos juros básicos (taxa Selic) nos atuais 15% nominais ao ano na reunião do Copom desta semana. Afinal, trata-se de um choque de oferta, para o qual a política de juros pouco atua sobre os efeitos primários mais imediatos. Mas o início do novo ciclo de cortes da Selic, na visão da maioria dos analistas, é de que a redução será de 0,25 ponto percentual, e não mais de 0,5 ponto, como antes sinalizava a maioria das apostas.
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