Jesus, ‘O Exterminador’: vital na Seleção Nacional
1.Como eu disse aqui e nas minhas intervenções públicas, Portugal foi para o Campeonato do Mundo ‘sem treinador’. Era um treinador em fim de contrato, mas era também um treinador sem chão. O chão que havia sido retirado a Roberto Martínez por Pedro Proença, quando – via eleições – substituiu Fernando Gomes na presidência da FPF. Quatro meses após a sua tomada de posse e já no meio de rumores de que Martínez não era o seu selecionador – não deixa de ser normal que, como acontece nos clubes, um novo presidente queira trabalhar com um técnico da sua escolha –, Roberto Martínez levou Portugal a conquistar a Liga das Nações. Conclusão: Pedro Proença tinha poder mas não argumentos para afastar o selecionador contratado por Fernando Gomes, cuja aquisição aconteceu basicamente para, conhecendo-se o perfil do técnico espanhol, fazer a gestão (com mínimo ruído) da reintegração plena de Cristiano Ronaldo na Seleção Nacional, depois dos episódios ocorridos com Fernando Santos e até, antes, com outros selecionadores.
2.Roberto Martínez partiu, portanto, para os Estados Unidos, rumando depois ao Canadá, sob o signo da fragilização e não foi por mero caso que, a certa altura, assinalei a ‘mudança de cor’ (facial) do técnico espanhol que, não obstante ser de facto um diplomata, a partir de certa altura e muito concretamente no período de preparação de Portugal para o Campeonato do Mundo, pareceu ser sempre um peixe fora de água: na comunicação, no ‘não verbal’, e nas opções que foi realizando, tirando um ou outro caso que também assinalámos (nem tudo é negro, quando a negritude domina).
E, para resumir, porque muito já foi dito sobre o tema, inclusive nestas honradas colunas, também neste espaço e sem poupar nas palavras, Roberto Martínez não esteve à altura daquilo que eram as elevadas expectativas dos adeptos portugueses e da generalidade dos observadores (nacionais e internacionais) em relação à participação de Portugal neste Campeonato do Mundo, porque o futebol apresentado, em média, esteve sempre longe daquilo que vale efetivamente cada jogador convocado e o somatório das partes.
3.Se, em termos de responsabilidade, imputo TODAS as culpas a Roberto Martínez? Não! A FPF tem uma........
