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Ele não crê em notícias, pero que las hay...

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11.09.2026

Em 2022, na noite em que o Congresso do PSD confirmou Hugo Soares como secretário-geral do partido, enviei-lhe um SMS a reclamar o jantar que eu acabara de ganhar. Na semana anterior, o SOL tinha feito chamada de capa anunciando que Hugo Soares seria o secretário-geral de Luís Montenegro. A notícia não era assinada. Ou seja, era assumida pelo jornal e pelo seu diretor.

(Abro aqui um parêntesis para revelar que a minha escola de jornalismo foi a agência Lusa, cujas notícias, como em todas as agências de informação, nunca eram assinadas – apenas os chamados ‘features’ ou trabalhos especiais. As notícias não tinham assinatura porque valiam por si, pela verdade factual, pelo rigor, pela fidelidade às declarações atribuídas e pela garantia das fontes e da indispensável verificação). As notícias eram da Agência. Não eram do jornalista A, B ou C. Nessa escola, que foi a minha, ser-se jornalista era dar notícias, não era ser-se notícia. O jornalista era o mensageiro, não protagonista, muito menos ‘o’ protagonista. Foi com esses ensinamentos que desde que assumi, em 1997, cargo de chefia – primeiro como editor de Política, depois como responsável pelo 1.º Caderno, que englobava a Política, a Sociedade, o Internacional e o Desporto, no então maior semanário português e, a seguir, como subdiretor e diretor........

© SOL