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O Exército volta a ter asas: 33 anos para recuperar uma capacidade!

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No domingo, 25 de Outubro, o primeiro UH-60L Black Hawk do Exército Português chegou ao Aeródromo Militar de Tancos, transportado por um KC-390 da Força Aérea Portuguesa. O que chegou a Tancos não é só um aparelho, é uma nova capacidade do Exército ao fim de 33 anos entre a decisão de 1993 e o primeiro aparelho de 2026, com dois programas cancelados pelo caminho.

Vale a pena relembrar o historial, uma vez que até 1952 foi o Exército o berço da aviação militar portuguesa. Em 1912, a aviação militar em Portugal deu os primeiros passos com a chegada do primeiro avião do Exército, o "República”, um avião Avro 500 adquirido por subscrição pública. Ironia do destino, no dia seguinte à sua entrega (17 de Outubro de 1912), a aeronave sofreu uma avaria e caiu no Rio Tejo, sendo retirada do activo. Ainda assim, estes primórdios conduziram à criação da Escola Aeronáutica Militar em Vila Nova da Rainha pela Lei n.º 162 em 1914, evoluindo mais tarde para a fundação oficial da Força Aérea Portuguesa, a 1 de Julho de 1952. A Lei n.º 2055, de 27 de Maio, e Decreto-Lei n.º 38 805, de 28 de junho funde a Aeronáutica Militar do Exército e a Aviação Naval da Marinha na Força Aérea. O Exército em 1955 passa todas as aeronaves para a Força Aérea. Nos anos de 1961 a 1974, na Guerra do Ultramar, todos os meios aéreos pertencem à Força Aérea, que conduz operações helitransportadas em apoio das tropas terrestres.

Chegados a 1980, um grupo de trabalho da Direção da Arma de Cavalaria estuda uma unidade de aviação ligeira, à luz da experiência africana e da NATO e em 1991 o Conselho Superior de Defesa Nacional decide incluir uma unidade de aviação ligeira no Sistema de Forças de Médio Prazo. Em 1993 Tancos deixa de ser base aérea permanente da Força Aérea e passa para o Exército com o Ministério da Defesa a aprovar o Grupo de Aviação Ligeira do Exército (GALE), projecto que nunca voou. Em 1998 a Comissão de Aquisição de Helicópteros Ligeiros para o Exército (CAHLE), decide comprar entre seis e nove aparelhos, e no ano seguinte confirma a encomenda do Eurocopter EC635. Em 2002 o governo cancela o EC635, invocando a falta de certificação para disparar o míssil anticarro HOT 2 e os atrasos na entrega. Em 2004 já com o GALE constituído em Tancos e o grupo de trabalho do NH90 TTH escolhido para o transporte médio (dez aparelhos) prepara-se um novo concurso de helicópteros ligeiros para o Exército e a Força Aérea, que acaba cancelado. Em 2006 o GALE passa a Unidade de Aviação Ligeira do Exército (UALE), com os pilotos do Exército a voar nos Kamov Ka-32 da Empresa de Meios Aéreos em missões de combate a incêndios e em 2012, o Governo abandona o programa NH90 por restrições orçamentais, debaixo de muita critica e num processo polémico com Portugal a gastar cerca de 124 milhões de euros no programa sem nunca receber nenhum aparelho. Em 2015, a UALE é extinta na nova orgânica do Exército sem nunca ter realizado actividade aérea, por falta de aeronaves.

Em 2023 o projecto regressa com a Lei de Programação Militar revista a incluir o projecto........

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