No jogo da estratégia, Judiciário deve jogar com as cartas da lei
Jair Bolsonaro exibiu um vídeo artificial na convenção do Partido Liberal (PL), podendo levar à sua nova prisão e afetar a candidatura de Flávio Bolsonaro.
O material foi apresentado como perseguição do Judiciário, especialmente do ministro Alexandre de Moraes, e usado para acusar interferência de grupos nos Estados Unidos nas eleições de outubro.
Bolsonaro tentou violar sua tornozeleira eletrônica, alegando transtorno mental, antes de qualquer medida judicial.
O jurista Pedro Serrano defendeu que o Judiciário deve aplicar a lei, evitando “raciocínios estratégicos” que alimentem a narrativa bolsonarista.
Há muito tempo foi desvendada a estratégia bolsonarista, em conformidade com a orientação da extrema-direita global, de lançar provocações ao Judiciário para semear conflitos institucionais, repercussões midiáticas, comoção social e, em último grau, medidas legais contra si próprio de modo a propiciar discursos de perseguição e vitimização. É a tática dos derrotados que, como atesta a História, abastecem-se de arruaças.
O mais recente ato desse tipo foi o vídeo artificial, mas pouco inteligente, da Jair Bolsonaro exibido na convenção do PL. A iniciativa poderia render a volta do ex-presidente à cadeia e/ou consequências eleitorais ao filho-candidato. Tanto uma quanto outra seriam vendidas ao eleitorado como perseguição e cerceamento de liberdade praticados pelo Judiciário, mais especificamente pelo ministro Alexandre de Moraes, municiando as forças antibrasileiras encasteladas nos Estados Unidos, hoje indisfarçadamente dispostas a interferir nas eleições de........
