Cuidar da defesa
O jornal Público trouxe ontem, segunda-feira, um elucidativo artigo sobre defesa. No quadro, em que estamos a viver, de inflação provocada pelo brutal aumento do preço do petróleo, não é cómodo tomar consciência de que Portugal se encontra sem defesa anti-míssil de médio e longo alcance. Ou que cerca de metade das necessidades das Forças Armadas não foram satisfeitas nas medidas orçamentais do Governo. Mas é indispensável conhecer a realidade, em vez de meter a cabeça na areia.
Em democracia quem decide sobre os gastos militares são os políticos eleitos. E estes devem dar conhecimento aos portugueses da presente situação orçamental, onde exigências a que não estávamos habituados em matéria de investimentos militares coincidem com a necessidade de aliviar as subidas de preços decorrentes do encarecimento do petróleo e do gás, nomeadamente no setor alimentar.
Compreende-se, mas não se aceita, a tentação de ignorar o esforço que Portugal tem obrigação de realizar na área da defesa. Por isso se saúda o artigo acima referido, que terá esclarecido muitos leitores sobre o que falta fazer na proteção do país.
Cuidar da defesa não significa desvalorizar a aposta na paz. Significa, sim, estar consciente de que o mundo mudou e de que é num mundo mais perigoso que estamos a viver. Nessa tomada de consciência desempenha a comunicação social um papel de grande importância. Por isso se deseja que surjam novos artigos sobre defesa.
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