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As tempestades, a Kristin e a aprendizagem coletiva

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01.02.2026

Os dados da Agência Europeia do Ambiente dão conta de uma tendência drástica de crescimento dos prejuízos económicos resultantes de fenómenos climáticos extremos. Portugal é um dos países mais vulneráveis: entre 1980 e final do século XX, em média, os prejuízos causados por incêndios, cheias, tempestades foram na ordem dos 70 milhões de euros por ano. Desde 2000, numa tendência que se tem intensificado, o valor disparou para mais de 630 milhões de euros por ano, deixando-nos frequentemente acima da média europeia.

A combinação de uma exposição geográfica vulnerável com décadas de desordenamento do território (ainda hoje, temos construções em leitos de cheia; desvios de linhas de água; casas nas dunas ou perdidas no meio das florestas) foi terreno fértil para as alterações climáticas fazerem o seu caminho com poucos obstáculos: é assim nos incêndios florestais cada vez........

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