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A ilusão da convergência e a erosão estrutural: um diagnóstico do PISA 2025

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13.09.2026

A receção pública dos relatórios internacionais de avaliação oscila, quase sempre, entre o conformismo gestionário e o sobressalto conjuntural. Perante o PISA 2025, a tentação é interpretar Portugal à luz de uma normalidade comparativa: a amostra nacional, constituída por 6945 alunos de 225 escolas, que representa cerca de 97.400 jovens de 15 anos abrangidos pela população-alvo do estudo, obteve 460 pontos em Matemática, 462 em Leitura e 482 em Ciências, valores próximos das médias da OCDE, de 463, 461 e 482 pontos, respetivamente.

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A aparente proximidade merece, porém, uma leitura menos apressada. Entre 2015 e 2025, Portugal perdeu 32 pontos em Matemática, 36 em Leitura e 19 em Ciências. Em Matemática e Leitura, os resultados de 2025 são inferiores aos de 2006; na Leitura, situam-se abaixo do resultado registado em 2000. Em Ciências, Portugal permanece acima do patamar de 2006, mas bem abaixo do resultado alcançado em 2015. O sistema perdeu, assim, uma parcela muito significativa dos progressos observados nas duas décadas anteriores. Essa proximidade da média da OCDE ocorre, além disso, num contexto em que a própria média da organização recuou, especialmente na Leitura e na Matemática. A comparação transversal de 2025 não pode, por isso, substituir a leitura da trajetória portuguesa.

Ao avaliar as competências de jovens de 15 anos em Leitura, Matemática e Ciências e a sua mobilização em contextos de resolução de problemas, o PISA torna visíveis tendências relevantes dos sistemas educativos. Essa evidência é indispensável, mas permanece necessariamente parcial: não apreende, na sua totalidade, dimensões como a formação cívica, a criatividade, as........

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