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Estamos a melhorar a saúde mental dos portugueses?

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Todos concordam que a saúde mental é uma prioridade. A questão verdadeiramente importante é outra: estamos a melhorar a saúde mental dos portugueses?

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A resposta é menos simples do que parece. Grande parte do debate público continua centrada nos recursos. Fala-se de profissionais, consultas, internamentos, equipas comunitárias e financiamento. Tudo isso é importante. Mas será suficiente?

Há mais de uma década, Michael Porter popularizou o conceito de “valor em saúde”, defendendo que o desempenho dos sistemas de saúde deve ser avaliado pelos resultados que produzem para as pessoas e não apenas pelo volume de atividade que realizam. Esta distinção é particularmente relevante na Psiquiatria. Um aumento do número de consultas significa necessariamente melhores resultados? Um maior número de internamentos traduz melhor saúde da população? Uma redução dos internamentos significa automaticamente mais recuperação, mais autonomia e melhor qualidade de vida?

Nem sempre. Os indicadores de atividade mostram o que o sistema faz. Os indicadores de resultados mostram aquilo que o sistema alcança. Por isso, talvez devêssemos dedicar menos atenção ao número de atos realizados e mais atenção a questões como a recuperação funcional, a qualidade de vida, a autonomia, a integração social, a........

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