A cidade histórica também precisa de respirar
Durante demasiado tempo, olhou-se para os espaços vazios das cidades como lugares à espera de serem ocupados. Um terreno sem edifícios parecia um problema por resolver, expectante. Um vazio era entendido como oportunidade de construir e rentabilizar. Agiu-se como se a cidade apenas pudesse cumprir o seu destino quando todos os seus interstícios fossem preenchidos e pavimentados. A lógica da densificação e da ocupação do solo marcou grande parte das transformações urbanas das últimas décadas e, no Porto, marcou a última década.
Leia os artigos que quiser, até ao fim.
Com uma assinatura PÚBLICO tem acesso ilimitado a todos os conteúdos e cancela quando quiser.
O século XXI obriga-nos, porém, a colocar outras questões: e se alguns vazios estratégicos forem exactamente aquilo de que a cidade mais necessita? E se algumas zonas urbanas e........
