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Acção climática: palavras não as leva o vento!

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09.03.2026

Acção climática não são apenas duas palavras. Em tempos de resiliência, a linguagem conceptual são raízes empertigadas num território devastado, à espera que cresçam. As palavras, só por si, podem ser alvo de destruição massiva, sinónimo de um conhecimento que, durante décadas, investigadores, cientistas e especialistas construíram.

Não confundamos a acção climática com o activismo climático. O activismo climático tem sido silenciado perante as ondas de sangue derramado em territórios onde a exploração do petróleo e dos seus recursos naturais se tornou ambição de autocratas como Trump, criando um colonialismo económico sob a égide de mudanças de regime que se perpetuam em ataques de maquilhagem, degolando apenas os nomes dos seus mentores, mas deixando à solta todos os prevaricadores das maiores barbaridades.

As Nações Unidas nunca estiveram tão desacreditadas como hoje. O activismo climático está moribundo. Resta-nos, a todos aqueles que acreditam nas políticas públicas e na implementação de medidas integradas e inclusivas para o combate às alterações climáticas, fortalecer a acção climática.

Compete aos Estados, às organizações e a todos os cidadãos construir alternativas. A acção climática tem de ser a prioridade: consolidar um conjunto de políticas e executar medidas e estratégias governamentais que assegurem a redução das emissões, o aumento da capacidade de adaptação e resiliência, e a melhoria da gestão dos riscos........

© PÚBLICO